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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Wikileaks - Artigos Sobre o Brasil 04

Brazil - Argentina alertou EUA sobre programa nuclear brasileiro

Natalia Viana, 10 de fevereiro de 2011, 11:00 GMT
http://www.wikileaks.ch/



As presidentas do Brasil, Dilma Rousseff, e da Argentina, Cristina Kirchner, assinaram no final de janeiro um acordo para a construção de dois reatores nucleares de pesquisa - um em cada país. O acordo foi mais um sinal de que, neste assunto, os dois países compartilham muitas posições e interesses.
Mas a visão de que o Brasil é um aliado não é unânime dentro do governo argentino, de acordo com documento enviado pela embaixada americana em Buenos Aires a Washington em 24 de dezembro de 2009.
Na época, o diretor encarregado de não proliferação nuclear no Ministério do Exterior argentino tratou do programa nuclear brasileiro com representantes dos EUA, dizendo que a Argentina mantém “alerta amarelo” em relação aos projetos do sócio do Mercosul e que os brasileiros “escondem tecnologia, como centrífugas”, dos inspetores. Além disso, Gustavo Ainchil revelou que a Argentina tem um plano no caso do Brasil resolver desenvolver armas nucleares.
O documento faz parte de uma série de telegramas do WikiLeaks que revelam o que autoridades latino-americanas pensam sobre o Brasil. Os despachos foram consultados por esta repórter e o Opera Mundi vai publicá-los nos próximos dias.
Segundo o despacho da embaixada de Buenos Aires, a reunião dos representantes argentinos com o conselheiro político da embaixada, Alex Featherstone, sobre o programa nuclear brasileiro aconteceu no dia 10 de dezembro de 2009.
A iniciativa da reunião partiu dos americanos, depois que o embaixador argentino em Brasília procurou a embaixada dos EUA para reclamar do Brasil. Duas semanas antes, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad visitara o Brasil.
De acordo com o relatório da embaixada, estiveram na reunião Gustavo Ainchil, diretor da Direção de Segurança Internacional, Assuntos Nucleares e Espaciais do Ministério das Relações Exteriores (Digan), seu subdiretor Alberto Dojas e uma funcionária do ministério.
Para o Engenheiro Naval e Nuclear Leonam dos Santos Guimarães, que assessora a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), as preocupações de Gustavi Ainchil são uma postura isolada. “Se existissem ‘apreensões da Argentina’, elas deveriam estar sendo discutidas e resolvidas dentro dos canais de comunicação estabelecidos pelo Regime Regional de Salvaguardas em vigor nos dois países, foro adequado para isso”, diz ele.
Leonam avalia que as preocupações são infundadas, já que além do Brasil ter assinado o tratado de não-proliferação, a Constituição Federal veda quaisquer usos não pacíficos da energia nuclear em território nacional. “Dispositivo constitucional similar somente existe na Nova Zelândia”, diz ele. (leia a entrevista completa)
Já o físico José Goldemberg, ex-ministro e ex-secretario de Estado, especialista em energia, acredita a postura brasileira alimenta esse tipo de preocupação nos países vizinhos, ao não assinar o protocolo adicional do Tratado de Não Proliferação de Armas Atômicas. “A recusa da Argentina e do Brasil alimenta esse sentimento”, diz. “Ficamos numa posição próxima da posição do Irã”.
"Todo o time"
“A participação de todo o time do Digan reforça a impressão da embaixada de que os argentinos haviam decidido de antemão compartilhar uma mensagem de preocupação com o governo americano”, diz o despacho enviado ao Departamento de Estado.
O diretor da Digan começou dizendo que recentes atitudes do Brasil haviam “chamado a atenção” da Argentina. “A recepção do presidente iraniano Ahmadinejad foi especialmente preocupante para a Argentina, dadas as suas questões com o Irã”.
A decisão de abrir uma missão diplomática na Coréia de Norte e a recusa brasileira em assinar o protocolo adicional de não proliferação nuclear, que permite inspeções nucleares com curto aviso prévio e em instalações não declaradas ela AIEA, também seriam motivo de preocupação.
Em seguida, Ainchil disse ao representante americano que o Brasil “esconde certas tecnologias nucleares, como centrífugas” dos inspetores argentinos da Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (ABACC), um organismo binacional responsável por verificar o uso pacífico dos materiais nucleares.
Tais sinais são vistos pela Argentina como um “alerta amarelo”. Para os argentinos, o Brasil se equipara à Alemanha, ao Japão, e à Coreia do Sul, países que “poderiam desenvolver e detonar bombas nucleares em pouco tempo se quisessem”, mas que mantêm compromissos internacionais que os impedem de fazer isso.
Para não encostar o vizinho na parede, o que seria “contraprodutivo”, o governo argentino decidiu também não assinar o protocolo adicional, segundo Ainchil.
Navio quebra-gelo nuclear
O diretor do Digan reclamou ainda das recentes compras de armamentos pelo Brasil. Fez comparações com o Chile, que comprara armamentos, mas, ao mesmo, deu sinais positivos retirando as minas terrestres que mantinha na fronteira com a Argentina. Para Ainchil, de acordo com o documento, em relação ao Brasil, “é preciso contar com os acordos internacionais de não proliferação.”
Na conversa, o diretor da Digan teria afirmado que, caso o Brasil venha a desenvolver a bomba nuclear, a Argentina procuraria se posicionar fazendo avançar seus programas na área, mas com fins pacíficos. “A Argentina iria escolher um caminho de desenvolver e empregar tecnologia nuclear pacífica avançada para demonstrar capacidade, sem de fato desenvolver armas nucleares”, relata o despacho. Ele mencionou como um provável modo de mostrar esta capacidade a construção de um navio quebra-gelo nuclear.
Segundo o despacho, o governo argentino via com alívio a transição presidencial em 2011. Ainchil teria sugerido que, embora a Argentina mantivesse “respeito” pelo presidente Lula, “a popularidade sem precedentes de Lula e seu desapego de fim de mandato a considerações políticas haviam permitido assumir riscos na política externa e de defesa”.
Já o sucessor fugiria de medidas controversas, inclusive na relação com o Irã. Por isso, Ainchil sugeriu que os EUA procurassem os candidatos Dilma Rousseff e José Serra para conversar sobre a adesão brasileira ao protocolo adicional da AIEA.

Wikileaks - Artigos Sobre o Brasil 03

Brazil - What the US thinks of Dilma Rousseff, the next Brazilian president

Natalia Viana, December 17, 2010, 9.00 GMT
Tradução do próprio site
The president-elect of Brazil had details of her health status investigated by the U.S. embassy in mid-2009, when she was suffering from lymphatic cancer.
Dilma Vana Rousseff, former chief of staff to President Lula and his hand-picked successor, won the presidential election earlier this year. She is slated to take over the presidency on January 1, 2011.
A socialist during her youth, Rousseff was deeply involved in the struggle against the military dictatorship following the 1964 coup d’état, although she denies being involved in any armed activities at the time. Rousseff was jailed and tortured between 1970 and 1972.
WikiLeaks documents published today show how closely the U.S. embassy followed the trajectory of Dilma and the Brazilian electoral process - which Hillary Clinton. U.S Secretary of State, described as "Byzantine."
The documents also reveal that former U.S. ambassador in Brasilia, John Danilovich, alleged that Rousseff "organized three bank robberies" when she was a member of the organization VAR-Palmares.
Joan of Arc of Subversion
Rousseff began to draw the attention of the embassy when she took over as Lula’s chief of staff. A special report about her was drawn up and dispatched to Washington on May 22, 2005. Although "unclassified" the diplomatic cable raises a number of sensitive issues as well as makes some gaffes. One of the messages is titled: "Joan of Arc of Subversion becomes Chief of Staff" - in a reference to her prison nickname.
In the memo signed by U.S. ambassador John Danilovich, the diplomatic staff dredge up several allegations about Rousseff’s past: "Joining various underground groups, she organized three bank robberies and then co-founded the guerilla group "Armed Revolutionary Vanguard of Palmares". In 1969, she planned a legendary robbery popularized as the "Theft of Adhemar’s Safe". The operation broke into the Rio apartment of the lover of former-Sao Paulo Governor Adhemar de Barros, netting US$2.5 million that Adhemar had stashed there. Rousseff separated from her first husband, Claudio Linhares, who in January 1970 hijacked a plane to Cuba and remained there."
The embassy fails to note that Dilma has consistently denied any involvement in armed activities. But the cable does mention that Rousseff was in prison for more than three years and endured "22 days of brutal electro-shock torture."
Oddly, the diplomatic cable follows up these allegations with personal details that could have come straight out of a celebrity magazine: "She has a daughter, Paula, in Porto Alegre, where she spends her weekends. She enjoys movies and classical music. She has lost weight recently, reportedly after adopting President Lula’s diet."
The document also notes that Dilma "has a reputation as being stubborn, a tough negotiator, and detail-oriented" and reveals that U.S. companies were worried when she became Minister of Mines and Energy, but "now admit that she has done a competent job. In particular, they praise her for her willingness to listen and respond to their views, even when she is inclined to a different conclusion."
How Sick is Dilma Rousseff?
In another report, sent on June 19, 2009, titled: "How Sick is Dilma Rousseff?" U.S. ambassador Clifford Sobel reports to Washington on conversations about the health of the future president, including details of lymphatic cancer that she was suffering from: "She had lymph nodes under her left arm removed and began what was originally scheduled as a four month program of chemotherapy in April."
"By early June she had completed three chemotherapy sessions. In a June 18 meeting with a Washington visitor (septel), Rousseff looked well with good natural color and light make-up, and a top aide told the Ambassador that Rousseff was responding so well to chemotherapy that her sessions would be reduced from six to four, ending in late June.
Sobel writes: "Some analysts have noted that a "victory" over cancer will play in her favor and foster an image of her as a fighter and winner" noting that "Her doctors stated that her cancer was caught early and she has a 90 percent chance of a full recovery."
Sobel also speculates on the consequences of Roussef taking a turn for the worse. "Several possible scenarios could emerge from Dilma’s cancer. In one scenario, she and the PT inner circle might already know that she is much sicker than publicly revealed and too sick to be the candidate. In another, she might be well enough now to become the candidate but later be weakened by the illness and unable to campaign effectively."
"There is still a ten percent chance that Rousseff will face this scenario," Sobel writes, concluding that if that happens: "(I)t would probably mean the loss of the presidency for the Workers’ Party in 2010."
"Byzantine" Elections
Reports submitted by the U.S. Embassy in Brasilia on the elections were deeply appreciated in Washingon. In a cable dated April 23, 2009, Clinton thanks Dale Prince, U.S. embassy officer for political affairs, for his "unique insights" into Brazil’s "Byzantine" electoral system. Clinton noted that this information was used in meetings for briefings with senior U.S. government, including Treasury Secretary Timothy Geithner.

Wikileaks - Artigos Sobre o Brasil 02

Brazil - Em segredo, Brasil monitora e prende suspeitos de terrorismo

Natalia Viana, 29 de Novembro de 2010, 05.11 GMT
São Paulo, Brasil - A polícia federal e a ABIN seguem dicas da inteligência americana para realizar operações de contraterrorismo no país. É isso que mostram alguns telegramas enviados pela embaixada dos EUA em Brasília para Washington obtidos pelo Wikileaks.
Segundo os documentos - os primeiros de milhares enviados pela missão americana no Brasil obtidos pela organização - a polícia federal e a ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) monitoram a presença de suspeitos de terrorismo em solo nacional desde pelo menos 2005.
“A Polícia Federal frequentemente prende indivíduos ligados ao terrorismo, mas os acusa de uma variedade de crimes não relacionados a terrorismo para não chamar a atenção da imprensa e dos altos escalões do governo“, relatou o embaixador Clifford Sobel em janeiro de 2008.
O governo sempre negou a existência de atividades terroristas no Brasil.

Almoço

No dia 4 de maio de 2005, o general Armando Félix esteve em um almoço na casa do então embaixador americano John Danilovich, que ficou no cargo até 2006.
Segundo o relatório enviado a Washington (See cable 05BRASILIA1207), Felix teria dito que é importante que as operações de contraterrorismo sejam ‘maquiadas’ da maneira apropriada para não afetar negativamente a “orgulhosa” e “bem-sucedida” comunidade árabe no Brasil.
Pouco antes, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional havia agradecido entusiasmadamente o apoio dos americanos através do RMAS - Regional Movement Alert System, um sistema que detecta passaportes inválidos, perdidos ou falsificados. A partir de informações do RMAS, a ABIN e a PF estariam monitorando "indivíduos de interesse" no país.
"Além das operações conjuntas conosco, o governo brasileiro também está pedindo que filhos de árabes, muitos deles empresários de sucesso, vigiem árabes que possam ser influenciados por extremistas ou grupos terroristas", diz o relato. Para Félix, é de total interesse da comunidade "manter potenciais extremistas na linha", evitando assim chamar a atenção mundial para os árabes brasileiros.
A preocupação em manter segredo sobre as operações anti-terrorismo foi uma constante durante o goveno Lula. Desde 2006, a administração tem protestado contra menções de atividades ligadas ao terrorimo na tríplice fronteira com o Paraguai e a Argentina, incluídas no relatório anual do governo dos EUA.
Em parte, isso se deve a uma discrepância formal: o governo americano considera o partido libanês Hezbollah e o palestino Hamas como terroristas, enquanto o Itamaraty os considera partidos legítimos. Os dois têm grande apoio dentre a comunidade árabe na tríplice fronteira.

Prisões "disfarçadas"

Mas para além das diferenças no discurso, os documentos vazados pelo Wikileaks mostram que na prática a polícia brasileira age frequentemente a partir de informações da inteligência americana.
"A sensibilidade ao assunto resulta em parte do medo da estigmatização da grande comunidade islâmica no Brasil ou de que haja prejuízo para a imagem da região (da tríplice fronteira) como destino turístico. Também é uma postura pública que visa evitar associação à guerra ao terror dos EUA, vista como demasiado agressiva", analisa outro embaixador americano, Clifford Sobel, que esteve no cargo de 2006 a 2010.
Segundo o telegrama enviado por ele em 8 de janeiro de 2008 (LINK - 136564), a preocupação em não admitir atividades suspeitas de terrorismo seria maior ainda dentro do Ministério de Relações Exteriores. Por isso, diz Sobel, o Brasil participa "relutantemente" das reuniões anuais sobre segurança que reúne diplomatas, oficiais de segurança e inteligência da Argentina, Paraguai e Brasil com os EUA para discutir segurança na tríplice fronteira.
Na verdade, a região não é prioridade quando se trata de terrorismo. "A principal preocupação em contraterrorismo tanto para oficiais brasileiros quanto para a missão americana é a atividade de indivíduos ligados ao terrorismo - em particular diversos suspeitos extrermistas sunitas e alguns indivíduos ligados ao Hezbollah - em São Paulo e em outras áreas do sul do Brasil", relata Sobel.
O telegrama revela que, apesar da retórica em contrário, a Polícia Federal, a Receita Federal e a Abin "monitoram" atividades suspeitas de terrorismo e "seguem todos as pistas passadas a elas".
"A Polícia Federal frequentemente prende indivíduos ligados ao terrorismo, mas os acusa de uma variedade de crimes não relacionados a terrorismo para não chamar a atenção da imprensa e dos altos escalões do governo”, diz um trecho do telegrama secreto. “No ano passado a Polícia Federal prendeu vários indivíduos envolvidos em atividades suspeitas de financiamento de terrorismo mas baseou essas prisões em acusações de tráfico de drogas ou evasão fical". A PF e a Abin sempre compartilham essas informações com as agências americanas, diz o relato.
O mesmo telegrama de Sobel cita dois exemplos. Em 2007, a PF teria preso um potencial faclitador terrorista sunita que operava primordialmente em Santa Catarina sob acusação de entrar no país sem declarar fundos - e estaria trabalhano pela sua deportação. A operação Byblos, que desmantelou uma quadrilha de falsifcação de documentos brasileiros no Rio de Janeiro para libaneses também é citada como exemplo de operação de contra-terrorismo.

Será que o governo sabe?

O Brasil não tem legislação específica sobre terrorismo, em parte por causa do legado da ditadura militar, que taxa oposicionistas de terroristas. A demora do Executivo em enviar um projeto de lei sobre tema ao Congresso desagrada aos americanos, como mostra outro relatório, enviado por Sobel em 11 de abril de 2008 (See Cable 08BRASILIA504).
Nele, o embaixador comenta com surpresa o comentário de José Antonio de Macedo Soares, secretário-adjunto do Gabinete de Segurança Institucional, de que o Brasil compartilha todas as informações referentes a contraterrorismo. Ele questiona se o alto escalão do governo recebe as mesmas informações da inteligência brasileira que os EUA recebem. "Embora não possamos responder definitivamente, os comentários de Soares sugerem que esse pode ser o caso e que, apesar das negativas, eles reconhecem os problemas potenciais que o Brasil enfrenta".
Outra possibilidade seria que o governo tem acesso às informações, mas não as consideram evidência de ação terrorista. "Isso significa que ou estão jogando conosco ou consideram terrorismo apenas fora do Brasil".

Duplo discurso

Outro documento publicado pelo WikiLeaks traz a mais recente avaliação da política brasileira de combate ao terrorismo, de 31 de dezembro de 2009 (See Cable 09BRASILIA1540). Nele, a Ministra Conselheira da Embaixada Lisa Kubiske reitera a existência de "dois discursos separados" no Brasil: enquanto o governo nega, a polícia monitora e colabora em operações de contraterrorismo. Ela cita como exemplo a prisão, em maio daquele ano, de um integrante da Al Qaeda.
A prisão foi feita pela PF em São Paulo durante uma pretensa investogação sobre células nazistas. O libanês, conhecido como "senhor K", foi preso sob acusação de racismo. Para a PF, ele coordenava uma célula de comunicação e recrutamento da Al Qaeda em São Paulo.
Na época, o presidente Lula se negou a comentar o assunto.
No seu telegrama Lisa Kubiske avalia como positivo o fato a notícia ter vindo a público. Ela também elogia o Ministério das Relações Exteriores por ter admitido que terroristas podem se interessar no Brasil por causa das Olimpíadas de 2016.
Entre outras coisas, o relatório de dezembro de 2009 elogia atuação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ligado ao Ministério da Fazenda, chamando-o de "eficiente".
De fato, diversos documentos obtidos pelo Wikileaks mostram que o COAF tem colaborado bastante com o governo americano, investigando bens de diversos suspeitos de terrorismo. Entretanto, como aponta Lisa Kubiske, até o final de 2009 nenhum bem ou propriedade havia sido encontrado. O telegrama serviu de base para a avaliação oficial dos EUA sobre o Brasil em 2010.
Os documentos fazem parte de 251 mil telegramas enviados pelas embaixadas americanas de todo o mundo ao Departamento de Estado entre 1966 e 2010 que serão publicados pelo WikiLeaks nas próximas semanas.

Wikileaks - Artigos Sobre o Brasil 01

Brazil - Uribe: Brasil tem "espírito imperial"

Natalia Viana, 17 de fevereiro de 2011, 10 GMT
http://www.wikileaks.ch/



Em 15 de dezembro de 2004, entre as 17h30 e 18h, o ex-presidente colombiano, Álvaro Uribe, participou de uma reunião de alto nível no palácio presidencial com o então subsecretário-adjunto do Departamento de Estado dos Estados Unidos para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Charles Shapiro, o subsecretário-adjunto para o combate às drogas Jonathan Farrar e o embaixador norte-americano em Bogotá, William B. Wood, além do diretor de temas andinos, David Henifin.
O fato é relatado num dos documentos obtidos pelo Wikileaks aos quais esta repórter teve acesso. São despachos da diplomacia americana que tratam das relações entre o Brasil e outros países sul-americanos. Em vários destes documentos, o resistência de alguns países sul-americanos em relação à influência brasileira é evidente, embora também haja que a veja com bons olhos e como contraponto aos EUA.
Na época da reunião, Uribe estava havia dois anos no cargo e levava a cabo a política que chamou de “segurança democrática”, para combater os grupos armados que atuam no país. A política, abertamente apoiada pelos Estados Unidos, fortaleceu o Exército do país e liberou estradas colombianas antes controladas pelas guerrilhas, empurrando os combatentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) para as montanhas.
O principal tema da reunião foi a ajuda americana na luta contra as FARC. Uribe afirmou, na reunião, que os grupos armados não poderiam resistir mais que cinco anos à pressão militar. O presidente colombiano também se queixou de Hugo Chávez, presidente da Venezuela. A certa altura a conversa chegou ao Brasil.
“Uribe disse que a sue relação com [o então presidente] Lula é complicada pelos esforços de Lula em construir uma aliança anti-Estados Unidos na América Latina”, relata o telegrama. Em seguida, Uribe afirma que o Brasil teria pretensões imperialistas: “Lula é mais prático e inteligente que Chávez, mas é levado pelo seu background de esquerda e o ‘espírito imperial’ brasileiro a se opor aos EUA”.
O presidente colombiano disse ter pouca influência sobre Lula ou Chávez porque eles o veriam como um amigo dos EUA. Mesmo assim, afirmou que continuaria a pressionar Chávez a tomar ações contra narcotraficantes. Afirmou ainda que Lula não cumpriu suas promessas de lutar contra o narcotráfico.
Conselho de Defesa Sul-Americano
Essa não foi a única vez que o alto escalão do governo colombiano reclamou do Brasil aos diplomatas americanos. Outro telegrama, datado de 9 de maio de 2008, revela a desconfiança do ex-ministro da defesa colombiano, Juan Manuel Santos (presidente da Colômbia desde junho de 2010) em relação à proposta de criação do Conselho de Defesa Sulamericano (CDS), defendida pelo Brasil.
Durante a conversa, que aconteceu em 30 de abril do mesmo ano, o embaixador norte-americano chegou a sugerir formas de flexibilizar o mandato do Conselho.
Dois dias antes da reunião na embaixada Juan Manuel Santos tivera um encontro com o ministro de defesa brasileiro, Nelson Jobim, em que discutiu a proposta encabeçada pelo Brasil sobre a criação do Conselho.
Jobim viajara a diversos países sul-americanos para apresentar a proposta. No caso da Colômbia, a reunião aconteceu em Bogotá. Ao embaixador, Santos disse que rejeitou proposta, expressando preocupação de que a iniciativa poderia duplicar as funções da OEA (Organização dos Estados Americanos) e da ONU (Organização das Nações Unidas).
“Santos explicou para Jobim que o governo colombiano temia que a iniciativa soasse demasiadamente como uma ideia da Venezuela”, diz o telegrama. “O governo colombiano não quer suas forças armadas subjugadas a uma instituição que não compreende totalmente. Do mesmo modo, está relutante a ingressar em uma instituição que poderia ser percebida por muitos como um esforço para distanciar a América do Sul do governo americano”.
A resposta de Jobim, segundo o documento, foi dura: a Colômbia ficaria completamente isolada se não entrasse na iniciativa – e o Brasil prosseguiria com ou sem ela.
No dia 1º de maio, foi a vez do ex-comandante do exército General Mario Montoya conversar com a representação americana. Ele disse que os militares colombianos não queriam “ser isolados” do resto da América do Sul, embora o “timing” da proposta fosse particularmente “infeliz” por causa do atraso na aprovação do tratado de livre comércio com os EUA.
O embaixador avisou que repassaria informações sobre a iniciativa a Washington. “Ele concordou que o governo colombiano deveria explorar se outros governos regionais tinham receios e, se fosse o caso, ver se eles se aliariam ao governo colombiano”.
O embaixador propôs que o governo explorasse se poderia sugerir opções que iriam ajustar o “timing” e o nível de participação. “Por exemplo, quem sabe um governo poderia se unir sem ter que aceitar todos os níveis de participação”. O telegrama é assinado pelo embaixador William R. Brownfield.
O Conselho de Defesa Sul-Americano acabou sendo aprovado, afinal, na cúpula extraordinária da União de Nações Sul-Americanas em 15 de dezembro de 2008.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Inveja da Argélia

No início de Fevereiro  todos os jornais do Brasil noticiaram que as reservas internacionais ultrapassaram a marca de US$300 bilhões que, segundo nota do portal da Presidência da Repúbilca serviria para
"...vender a imagem de fortalecimento de liquidez interna e dá respaldo para o enfrentamento de crises, como ataques especulativos contra a moeda nacional ou a crise que atingiu todas as economias mundiais a partir de setembro de 2008."
Coincidentemente, no mesmo dia da nota estava  circulando em diversos sites ao redor do mundo uma lista, com um suposto calendário das manifestações agendadas nos países do Oriente Médio e norte da África, especificamente Sudão, Síria, Argélia, Líbia e Marrocos. Hoje, 12 de Fevereiro é o dia da Argélia.

Obviamente não é ainda possível saber o tamanho dos protestos que ocorrerão principalmente porque lá o exército é muito mais forte (se compararmos, por exemplo, com a Tunísia), e tem muito mais experiência em combate a manifestações, como explica o artigo "Algeria Prepares for Day of Protests" , do jornal britânico Guardian de ontem.

O fato é que o povo argelino está mobilizado, e vai sair em protesto contra os 12 anos de ditadura de Abdelaziz Bouteflika, mas - diferentemente do que ocorreu na Tunísia e no Egito - não se pode atrituir a manifestação somente à crise econômica, porque a Argélia tem uma situação muito diferente. É um grande produtor de petróleo,  tem um crescimento previsto de 4%  para 2011, e reservas internacionais de US$150 BILHOES. Considerando uma população de apenas 35 milhões de pessoas, conclui-se que na verdade eles tem, per capta, aproximadamente 285% mais reservas do que nós.

Por isso, se levarmos em conta a importância dada às reservas internacionais pela Presidência da República ("respaldo para enfrentamento da crise"), em meio ao caos financeiro que vive o mundo, nós teríamos pelo menos 285% mais motivos para protestar do que os argelinos.

Mas esse povo jaguara, apático, conformista e corrupto parece estar drogado pelo ópio das esmolas dadas por essa quadrilha do molusco eneadigito, e - como sempre- com a atenção sempre focada naquilo que realmente interessa na vida: futebol, carnaval, sertanejo universitário, fofoca da vida alheia, big brother, etc.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Brasil Está Prestes a Comprar Armas de Uma das Empresas Mais Corruptas do Mundo

Autor: c2m
http://www.blogacorde.blogspot.com/
10 de fevereiro de 2011

Esta semana foi divulgado pelo site Space War, especializado em notícias da indústria militar e de armamentos, que o governo da presidente Dilma estaria próximo a um acordo para fornecimento de material bélico para expansão da linha de defesa naval do país, a fim de defender as reservas de petróleo e gás natural. Trata-se da aquisição de seis patrulhas e cinco ou seis fragatas Tipo-26, com um preço total de 2,9 bilhões de libras (4,475 bilhões de dólares), da empresa britânica BAE Systems,  conforme foi noticiado pelo jornal Folha de Sao Paulo.



O que preocupa é o rastro bilionário de corrupção e pagamentos de propinas que a empresa britânica tem em seu histórico, já que o Brasil tem uma tradição inigualável  nesta área, principalmente quando se trata de compras públicas, licitações e concorrências.

O mercado de armas é um dos mais promissores do mundo. Somente em 2008, as 100 maiores empresas fornecedoras de armamentos do mundo movimentaram £ 250 bilhoes (aproximadamente R$ 675 Bilhoes), o que representa um aumento de 12% em comparação ao ano anterior. Nada mau para um período em que as economias mundiais amargavam o ápice da crise econômica.

 Em Abril de 2010, a empresa britânica tornou-se o maior fornecedor de armamentos do mundo, com um faturamento anual de £21bilhões em vendas (aproximadamente R$ 42 Bilhoes), depois de ter fechado contratos de fornecimento de veículos anti-minas com o Pentágono, para utilização das operações no Afeganistão e Iraque, conforme reportagem do jornal britânico Daily Mail.

Com um quadro de funcionários que chega a mais de 100.000 pessoas, a empresa tem uma história ilustre, advinda das empresas que foram fundidas para sua criação, em 1999 - British Aerospace e GEC Marconi. Jatos Spitfire e rifles Lee Enfield são dois dos seus mais famosos produtos, mas nada se compara com os lendários aviões de passageiros Concorde, que são parte da história da aviação.

Entretanto, a própria empresa admite que eles "nem sempre atingem os mais altos padões de ética", como informa a BBC no perfil que publicou  da BAE.

Alguns meses antes de tornar-se a maior do mundo no setor, em Outubro de 2009, a empresa ocupou os noticiários do mundo inteiro com o escândalo que foi apurado pelo Serious Fraud Office- SFO (entidade do Governo Britânico que investiga e combate casos de fraude e corrupção), a respeito de acusações de que a BAE teria pago propinas para garantir contratos de fornecimento de armas para países da África e Leste Europeu.  Uma reportagem da BBC entitulada "BAE Enfrenta Acusações de Pagamento de Propina" ("BAE Systems Faces Bribery Charges" afirma que o SFO estava negociando com a BAE para que chegassem a um acordo de indenização a ser paga a título compensatório pela corrupção envolvida, e que tal valor poderia ficar entre £500 Milhões e £1 Bilhão (aproximadamente entre R$1,35 Bilhão e R$2,7 Bilhões). O Editor de negócios da BBC, Robert Peston disse que esta era "a mais explosiva investigação sobre uma empresa britânica que ele já havia visto".

Alguns meses mais tarde, em Fevereiro de 2010 no entanto, a BAE Systems fechou um acordo e conseguiu reduzir o valor das multas para a metade do que era inicialmente esperado, quando foi anunciado o valor total de  £286 Mihões (aproximadamente R$772 Milhões), sendo  £250 Milhoes aos Estados Unidos e  £30 Milhões a Grã-Bretanha, conforme reportagem da BBC.

Estes não foram os únicos casos de corrupção envolvendo a empresa. Em 2007 outro escândalo bilionário foi manchete em jornais em todo o mundo, quando o "The Guardian" divulgou que a BAE pagou £1 Bilhão ( aproximadamente R$2,7 Bilhões) de propina a um príncipe da Arábia Saudita.



Segundo a reportagem, a propina foi paga ao Príncipe Bandar através de uma série de transferências realizadas através de um banco americano em Washington, para uma conta controlada por um dos mais conhecidos membros da Família Real Saudita, que foi embaixador por 20 anos nos Estados Unidos. O jornal afirma ainda que a propina bilionária foi paga com conhecimento e autorização do Ministério da Defesa da Grã-Bretanha.

Um dos mimos que a empresa que agora está prestes a fazer negócios com o Governo Dilma fez ao Príncipe Bandar foi um Airbus 340, especialmente pintado de prata e azul, cores do Dallas Cowboys, seu time de futebol americano do coração. O presente, de USD100 Milhões, teria sido entregue no dia de seu aniversário de 1998, conforme contam David Leigh e Rob Evans em reportagem do The Guardian de Junho de 2007, que ainda conta que o Rio de Janeiro é um dos destinos preferidos pelo príncipe, juntamente com Caribe, Casablanca e Honolulu.

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"The Economist" Apresenta o Índice "Atiradores de Sapatos" de Revoltas no Oriente Médio

Autor: The Economist online
http://www.economist.com/
09 de fevereiro de 2011


O Índice Atiradores de Sapato

" Na edição impressa dessa semana nós trazemos uma tabela mostrando um número de indicadores para membros da Liga Árabe. Adicionando mais alguns e atribuindo diferentes pesos a eles nós chegamos ao Índice de Atiradores de Sapato, que objetiva prever aonde o aroma de jasmim poderá ser sentido no futuro."



Link para o artigo aqui

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Bush Cancela Viagem a Suíça Por Medo de Prisão

Autor: c2m
http://www.blogacorde.blogspot.com/
06 de Fevereiro de 2011





O ex-presidente dos Estados unidos George W. Bush (o que está sentado, na foto acima) cancelou sua participação em um jantar de gala da instituição judaica Keren Hayesod, que ocorrerá no dia 12 de Fevereiro em Genebra, Suíça porque haveria possibilidade de ser preso quando entrasse no país.

Bush seria o convidado especial do jantar anual da instituição, aonde faria um discurso,  mas grupos de direitos humanos declararam que pretendem abrir um processo criminal de 2.500 páginas contra o ex-presidente em Genebra na data de hoje, 06 de Fevereiro, pelas torturas ocorridas na base americana de Guantanamo em Cuba, aonde são mantidos suspeitos de atividades "terroristas".

 Embora a organização judaica tenha declarado que cancelou a sua participação por questões "de segurança",  grupos como  Human Rights Watch e International Federation of Human Rights (FIDH) consideram que o cancelamento se deu, obviamente, por puro medo de ter que encarar o processo criminal e a prisão, já que Bush admitiu em suas memórias e em entrevistas de televisão que ordenou técnicas de interrogatório que simulavam afogamento.

A notícia pode ser lida em diversos jornais em todo o mundo, tais como Reuters,  Daily Mail,  The Nation, Taipei Times, Radio Fox News, dentre outros.  

Os Guardioes da Internet, a ONU e Os Tres Patetas

Autor: c2m
http://www.blogacorde.blogspot.com/
04 de Fevereiro de 2011

Recentemente li o artigo Guardioes da Internet, que trata de um assunto que eu pessoalmente desconhecia, mas que e muito interessante.

O que despertou minha desconfianca foi o tom "propagandista" do artigo, e quando verifiquei as fontes citadas, vi que o texto na realidade era o mesmo em todas elas. Portanto, todas provinham de uma unica fonte, o que em geral pode significar boato de internet.

Mas este nao e o caso. O historia e verdadeira, e se originou em meados de 2010.

Pelo que pude descobrir, a provavel fonte do artigo em portugues citado acima foi "The Internet Illuminati: Seven Hold Keys to the Digital Universe", ("A Internet Illuminati: Sete [Pessoas] Detem [as] Chaves para o Universo Digital") ,escrito por Cindy Perman, do site da CNBC. No artigo, datado de 30 de Julho de 2010, ela tambem comenta Dan Brown, e informa que a iniciativa seria para um eventual ataque terrorista. Ao final do artigo, ela afirma "nos nao sabemos quem sao todas essas pessoas, mas a BBC reporta que Paul Kane e o delegado da Europa Ocidental".

Mas alguns dias antes, dia 29 de Julho, a New Scientist ja havia publicado a noticia em uma pequena nota, de 4 paragrafos, entitulada "Not-so-secret Seven Hold keys to the Internet" ("Sete [pessoas] Nao tao Secretas Detem [as] Chaves da Internet"). pelas datas, portanto, foi dai que a CNBC retirou seu artigo.
Assim, nesse pequeno artigo, Gareth Morgan, editor de tecnologia da New Scientist descreve o fato como "a mais nova tentativa de proteger a internet", explicando como o "cao de guarda" dos dominios da internet - ICANN (Iternet Corporation for Assigned Names and Numbers) promoveu o tal sistema das sete chaves de seguranca para um eventual ataque a sua infraestrutura. A utilizacao de pelo menos 5 das chaves combinadas pode ser utilizado para "reiniciar os sistemas no coracao da internet, o qual direciona os usuarios para os websites verdadeiros".

Alem disso, da o nome de dois dos "guardioes" (um deles e Paul Kane, conforme a CNBC informou 3 dias depois) , e um link ao nome dos demais. Nao entendi o porque a CNBC, dias depois dessa publicacao fez o "misterio" sobre a indentidade deles, afirmando que nao sabia. Estranho...

De qualquer forma, ai vao os nomes :

- Moussa Guebre (Burkina Faso)



- Paul Kane (Inglaterra)



- Dan Kaminski (Estados Unidos)




- Jiankang Yao (China)



- Bevil Wooding (Trinidad and Tobago)



- Ondrej Sury (Republica Tcheca)



O UOL tecnologia fez uma entrevista com ele.

- Norm Ritchie (Canada)



Pouco mais tade, em Agosto de 2010, Paul Kene, o "guardiao" ingles de uma das chaves, explicou em uma entrevista que esta havendo um erro na interpretacao de como estas "chaves" (na verdade, fragmentos de um codigo criptografico) atuariam. Segundo ele, nao haveria um "'reboot' do sistema no coracao da internet", como havia sido divulgado mas as "chaves" seriam utilizadas para reiniciar um novo sistema de seguranca, em caso de desastre. Este sistema de seguranca chama-se DNSSEC (Extensoes de Seguranca DNS), e os sete codigos combinados criariam um outro codigo para proteger o "codigo da zona raiz" (root zone key).

Para Quem os Guardioes Trabalham

Toda essa historia, embora muito interessante, levanta uma serie de perguntas. Primeiro, qual seria a razao de tudo isso ter sido divulgado de uma maneira, digamos, sensacionalista. E o mais importante: o que e quem esta por tras da organizacao que criou tudo isso? E, todos os artigos que encontrei sobre a historia dos 7 guardioes, a ICANN (Internet Corporation for Assigned names and Numbers) foi descrita como uma intidade sem fins lucrativos, e que teria por missao zelar pela sobrevivencia da internet, inclusive com esse tipo de prevencao "anti-terrorismo".

Vou listar abaixo o que eu consegui apurar sobre eles :

- Importancia e Origens do ICANN

O ICANN foi criado em Junho de 1998 pelo Departamento do Comercio dos Estados Unidos para supervisionar uma serie de questoes tecnicas que previamente eram de responsabilidade do proprio governo federal.
Estas questoes incluem a concorrencia no mercado de registros de dominios (a venda dos dominios .com, .net, .org, etc), que previamente eram monopolio da Network Solutions, e dirmir disputas provenientes de registros de dominios de marcas conhecidas.

Tudo isso soa positivo e justo, mas o que desperta questionamentos e principalmente o papel do ICANN no que se refere ao "root server" citado acima, que e o cerne de toda a historia dos sete "guardioes". Quem quer que venha a controlar estes super computadores podem decidir para quais outros servidores todos os usuarios da internet serao direcionados quando tentarem acessar enderecos .com, .net, .org etc.

Como eles detem toda a lista de nomes e enderecos, os controladores desse "root server" podem, a qualquer momento, exigir que os outros servidores sigam certas condicoes, como o pagamento de uma taxa, por exemplo, ou o fornecimento de informacoes pessoais dos usuarios, ou a exigencia de envio de arquivos em um formato especifico.

Resumindo, o ICANN tem o poder "da vida e da morte" no que se refere a internet. Bataria eliminar, por exemplo, um dominio qualquer do servidor, e todas as paginas registradas sob tal dominio seriam varridas do mapa.

- Tendencia a Intervencao da ONU

Pesquisando noticias e artigos sobre o ICANN nos ultimos anos, pode-se verificar que ha uma preocupacao sobre a tendencia de que a entidade venha a ser dominada pelos tentaculos da ONU.

Ja em 2005, um artigo clamava "Keep the Internet free of the United Nations" ("Mantenha a Internet Livre da ONU"), e informava que "[...[espara-se que] um grupo de nacoes lideradas pela China, Brasil, india, Cuba e Iran exijam que a supervisao da internet seja transferida de uma instituicao privada [ICANN] para a ONU".

Ainda no mesmo ano, o site de Alex Jones http://www.infowars.com trazia o artigo "UN Controlled Internet", que comentava o fato de que o embaixador da China na ONU pressionava pela mesma mudanca de geranciamento da internet, do ICANN para a jurisdicao da ONU, e ainda outro "EU Says Internet Plan Gains Support" ("Uniao Europeia Diz que o Plano de Internet Ganha Apoio"), aonde comenta que diversos paises europeus defendem que uma agencia da ONU assuma aquilo que o ICANN esta fazendo.

Os efeitos dessa tendencia, que ja podia ser observada em 2005, puderam ser vistos em 2009, quando Obama anunciou na ONU uma serie de medidas que seu governo estaria tomando para "abracar uma nova era de engajamento" em assuntos internacionais, conforme artigo de 23 de Setembro no New York Times "O Discurso de Obama na Assembleia da ONU". . Menos de uma semana depois, ele anunciou que seu governo concordaria em ceder grande parte de seu controle sobre o ICANN, abrindo as portas para a ONU, como pode ser lido em uma artigo do dia 30 de Setembro do Guardian..

O resultado de uma internet regulada e controlada pela ONU sera que paises nao democraticos que sao contrarios a liberdade de expressao como China, Venezuela, Ira, Cuba e Coreia do Norte terao poder legal de interferir na regulamentacao da internet.

Bob Chapman, do "The International Forecaster", e convidado semanal de Alex Jones, escreveu um excelente artigo a respeito disso: "Controlling the Ability of People and Organizations to Access the Internet", aonde comenta:

"O 'Council on Foreign Relations', literalmente a instituicao a qual temos nos rendido por 50 anos, nos diz que diversos governos consideram que, como as redes de telefonia, a intenet deveria ser administrada por tratados multilaterais. Eles veem o ICANN como um instrumento da hegemonia americana sobre o mundo virtual e que esta abordagem nao estatal favorece os Estados Unidos e lhe confere autoridade, e que outras nacoes nao tem voz sobre o que acontece na internet. Africa do Sul, Brasil e China, agindo como Os tres Patetas em favor dos interesses de um governo unico mundial estao exigindo um tratado internacional, para que a ONU possa controlar a internet. Tal exigencia tambem vem de paises intelectualmente nulos como Zimbabwe, Cuba e Siria. Estes tres modelos de paz e prosperidade querem que a ONU nos diga como administrar nossa internet".



De fato, em uma rapida visita ao site oficial do ICANN pode-se ver que a instituicao ja foi digerida pela ONU, como pode ser visto aqui.

- Quem Chefia o ICANN
Para finalizar, fiz uma breve pesquisa sobre Rod Beckstrom, presidente e CEO do ICANN. Ha uma breve biografia dele aqui.



Certamente o fato que pode ilustrar as suas conexoes e interesses e que ele fez carreira no famoso DHS (Department of Homeland Security), aonde chegou a diretor do "National Cyber Security Center" (NCSC). Demitiu-se de la em Marco de 2009 e em Julho ja presidia o ICANN.



Alem disso, Beckstrom tambem esta diretamente envolvido com a ONG Environmental Defense Fund, aonde e diretor. A abordagem dessa instituicao, como centenas de outras ONGs de fachada, esta focada na fraude cientifica do seculo, o combate ao "Aquecimento Global".

Eles sao mantidos, dentre outras empresas, pela gigante farmaceutica Merck, uma das maiores produtoras de vacinas do mundo, e que dispensa comentarios. A lista de "parceiros" pode ser vista aqui.

A Nova da ONU - Comer Insetos Para Salvar o Planeta

Autor: c2m
http://www.blogacorde.blogspot.com/
22 de Janeiro de 2011
 
Na verdade nao e tao nova assim, mas vale a pena ver como as diretrizes da ONU sao paulatinamente inseridas na midia, e chegam de mansinho no Brasil. Vejam as datas:

1. SITE DA ONU: (08/11/2004)

" Edible insects are important source of protein, UN study shows"
"Insetos comestiveis sao importante fontes de proteinas, mostra estudo da ONU"
[Imagem: 08-11catepillar.jpg]

fonte: http://www.un.org/apps/news/story.asp?Ne...1=security

2. SITE DA ONU: (19/02/2008)

"Edible insects provide food for thought at UN-organized meeting"

[Imagem: 19-02insects.jpg]

fonte: http://www.un.org/apps/news/story.asp?ne...s&cr1=food


3. The Guardian, Londres (01/08/2010)
"Insects could be the key to meeting food needs of growing global population"
("Insetos poderiam ser a chave para resolver as necessidades alimentares da crescente populacao global")

http://static.guim.co.uk/sys-images/Obse...-s-001.jpg

fonte: http://www.guardian.co.uk/environment/20...-emissions

4. Folha de Sao Paulo de hoje (22/01/2010)

"Na Holanda, cientistas propõem dieta com receitas à base de insetos e larvas"

[Imagem: 11020152.jpeg]

fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioe...rvas.shtml

Interessante tambem notar os comentarios no site da Folha. Todos que eu li comentam o assunto como se fosse um tipo de "invencao de moda", ou coisa de europeu excentrico. Quer dizer, nem mesmo a (minuscula) populacao que le jornais consegue ver um pouco alem da noticia, e nem sonha que tem anos de manipulacao de massa atras de assuntos que parecem banais.

Porque o Google e um Perigo

Autor: c2m
http://www.blogacorde.blogspot.com/
01 de Fevereiro de 2011

Ha alguns dias foi anunciado que o Google reiniciaria o mapeamento das ruas em Sao Paulo para o seu Google Street View, conforme artigo da Folha de Sao Paulo do dia 25 de janeiro de 2011, entitulado "Google Tira Novas Fotos para o Street View em Sao Paulo".

Questionei em um post se alguma autoridade brasileira nao deveria solicitar ao Google uma declaracao formal se os seus equipamentos estao devidamente "calibrados", a fim de evitar o roubo de informacoes pessoais pelas redes wi-fi, como ocorreu nos Estados Unidos e em diversos paises da Europa e Oceania. Nestes locais, os carros que faziam o mapeamento das cidades foram "sugando" todo o conteudo das redes pessoais de empresas e residencias (conteudo de emails, senhas de banco, historicos de navegacao, etc) por onde iam passando.

A empresa declarou que o roubo das informacoes foi um "acidente nao intencional" e chegou a contratar uma empresa de auditoria para atestar que deletaria todas as informacoes roubadas. O que nao conseguiram explicar foi como o mesmo "erro" foi repetido sucessivamente em paises diferentes, por funcionarios diferentes, e em datas diversas.

Mas para podermos entender o porque devemos fazer o possivel para bloquear essa invasao de nossas vidas privadas pelo Google, seria interessante sabermos com quem estamos lidando, qual a politica dessa empresa, e qual a etica que direciona a tomada de decisao sobre o que fazer com nossas informacoes, quer sejam roubadas, como neste caso, ou fornecidas voluntariamente.

Primeiro, vamos tentar entender um pouco do que o CEO da Google, Eric Schmidt pensa sobre legalidade, privacidade e seus planos para o futuro


O site americano The Atlantic promoveu em Outubro do ano passado um forum (The Washington Ideas Forum 2010), que contou com a participacao de Schmidt. Neste evento, ele foi entrevistado pelo editor do The Atlantic, James Bennet, e deixou bem claro sua posicao a respeito de varios assuntos.

Mas antes de entrar especificamente no que o chefe falou, vamos ver o que um de seus executivos (Hal Varian, economista-chefe do Google) declarou na noite anterior, em entrevista a Nate Silver, da The Atlantic. O relato da entrevista foi dado no proprio site, por Alikia Millikan, em um artigo entitulado "Eu sou um Ciborgue e Quero meu Implante Google Ja"

Nate: Como sera o Google em 2020?
Hal: Agora voce utiliza o Google no seu computador, claro. E no seu telefone. Esta e a proxima etapa. E eu acredito - as pessoas podem rir - mas eu acho que pode haver um implante. Entao, voce tera (o implante) la, e eu nao diria que sera necessariamente do Google, eu diria a internet, o implante acessara toda a internet.
Arikia: Conte comigo quando isso acontecer
Hal: Voce quer um implante?
Arikia: Eu quero agora.
[risadas]
Hal: Yeah! Certo, ve? Ha um monte de gente que diz isso. Eu acho que voce estara continuamente conectado com a internet em 2020. Voce sera capaz de receber informacao, enviar informacao, e gravar informacao. E voce pode fazer todas estas coisas agora; voce esta gravando esta conversa e pode escuta-la mais tarde.
Nate: Claro. Mas voce acha que sera tao cedo, ate 2020?
Hal: 2020! Ainda faltam 10 anos! Veja aonde estavamos 10 anos atras. Google tem apenas 10 anos. Entao, sim, eu acho que sim. Nos certamente teremos algum tipo de implante-interface ate entao, na minha opiniao.
Nate: Sera preciso cirurgia? Ou sera usado algum tipo de plug auditivo que voce possa... sei la...
Hal: Eu tambem nao sei.
Nate: Existem pessoas no Google trabalhando nisso?
Hal: Nao que eu saiba. Embora existam pessoas sempre trabalhando em interfaces para usuarios. Entao eu nao me surpreenderia se alguem estivesse pensando nisso.
Durante o Forum, James Bennet entrevistou Eric Schmidt e extraiu respostas muito interessantes, que podem nos ajudar a entender a linha de pensamento que pauta a atuacao do Google.



Na entrevista, Schimidt resume a politica de atuacao do Google: "Google policy is to get right up to the creepy line and not cross it ( A politica do Google e chegar no limite do 'creepy' e nao ultrapassar este limite)".

Vale a pena concentrarmos um pouco de atencao para tentarmos compreender os limites eticos da empresa que muito provavelmente se tornara a maior companhia do mundo, e que no momento ja domina quase a totalidade do fluxo de informacoes na internet.

creepy [ˈkriːpɪ]
adj creepier, creepiest
1. Informal having or causing a sensation of repulsion, horror, or fear, as of creatures crawling on the skin


Entao que fique claro: nas proprias palavras do seu CEO, o Google atua no limite da repulsa, horror e medo. E essa declaracao torna-se bastante esclarecedora e coerente, quando comecamos a pesquisar a sua historia, seu envolvimento com a CIA e sua presente atuacao junto ao governo americano.

A declaracao causou muitos comentarios mundo afora, e foi assunto de diversos artigos em varios jornais, blogs e sites tais como The Thelegraph, Business Insider, The Hill, The Atlantic, The Huffington Post, Los Angeles Times, dentre muitos outros. Este ultimo, inclusive ja chama Schmidt de "soon-to-be-ex-CEO Eric Schmidt", ou "futuro EX CEO...", quando comenta que a organizacao de defesa de consumidores Consumer Watchdog esta ja ha anos "arranhando as portas do Google", e produziu um video de animacao sobre ele:


Mas antes de entrarmos nesses assuntos, gostaria de colocar mais algumas afirmacoes que Eric Schimidt fez nos ultimos anos:

- "Se tem algo (que voce faz e) que nao gostaria que outras pessoas soubessem, talvez voce devesse simplesmente nao fazer (isso). ("If you have something that you don't want anyone to know, maybe you shouldn't be doing it in the first place...") - Entrevista para CNBC, citado no site PC World

- [b]“Nos sabemos aonde voce esta. Nos sabemos aonde voce esteve. Nos podemos 'mais ou menos' saber o que voce esta pensando".
("We know where you are. We know where you’ve been. We can more or less know what you’re thinking about.”) - Durante o Washington Ideas Forum, citado acima.

- "...voce pode simplesmente sair da frente, certo?" (“Streetview the cars we drive only once, you can just move, right?”) - Em uma recente entrevista a CNN (e citado no Washington Post) aonde ele fez essa piada, dizendo que pessoas que se sentem ofendidas por terem suas fotos ou fotos de suas residencias publicadas no Streetview do Google, podem simplesmente 'sair da frente'

- " Se eu observar o suficiente suas mensagens e sua localizacao, e utilizar inteligencia artificial, nos podemos prever para onde voce esta indo" ("if I look at enough of your messaging and your location, and use artificial intelligence, we can predict where you are going to go.") - Em uma conferencia em Agosto de 2010, citado pelo Washington Post.

- " Um dia, tivemos uma conversa aonde concluimos que poderiamos prever o marcado de acoes. Entao, decidimos que era ilegal. Por essa razao paramos isso". ("One day we had a conversation where we figured we could just try to predict the stock market. And then we decided it was illegal. So we stopped doing that.") - Em Marco de 2010, para revista Fortune, citado pelo Washington Post.

- "Eu na verdade nao acho que a maioria das pessoas quer que o Google responda as suas perguntas. Elas querem que o Google as diga o que fazer". ("I actually think most people don't want Google to answer their questions, they want Google to tell them what they should be doing next.") - Em entrevista ao Wall Street Journal

- "Todo jovem deveria ser autorizado automaticamente a mudar de nome quando chega a idade adulta, para nao ser obrigado a dar conta das enbaracosas informacoes armazenadas nas redes sociais de seus amigos". (“Every young person one day will be entitled automatically to change his or her name on reaching adulthood in order to disown youthful hijinks stored on their friends’ social media sites.") - Em entrevista ao Wall Street Journal


Os Lacos do Google com a CIA e NSA



Os relatos da estreita conexao entre o Google e a CIA nao sao novidade. Em dezembro de 2006, Paul Joseph Watson escreveu um artigo entitulado "Ex-Agent: CIA Seed Money Helped Launch Google", aonde relata as declaracoes de Robert David Steele, um oficial da CIA, que em uma entrevista a Alex Jones explicou como a CIA ajudou a financiar o inicio da atividades do Google.

" Eu acho que o Google recebeu dinheiro da CIA quando estava comecando, e infelizmente o sistema agora destina dinheiro a atividades de espionagem e outras atividades altamente anti-eticas...", disse Steele, citando pessoas confiaveis como suas fontes.

Robert Steele chegou ate mesmo a citar explicitamente o nome do contato do Google dentro da CIA: Dr. Rick Steinheiser, do Gabinete de Pesquisa e Desenvolvimento.

Em 2008, veio a tona outra indicacao das conexoes do Google com a CIA, FBI e NSA (National Security Agency, ou Agencia de Seguranca Nacional), quando o Jornal San Francisco Chronicle publicou a reportagem "Google Tem
Muito a Ver Com Inteligencia" (Google Has Lots to Do With Intelligence).

O artigo explica como um seleto grupo interno do Google que conta com apenas 18 funcionarios chefiados por Mike Bradshaw comanda as vendas da empresa para o governo americano. "Somos um gropo muito pequeno, e muitas pessoas mesmo dentro do governo federal nao sabe que existimos", conta Bradshaw.

A maioria dos contratos se refere a servidores utilizados em armazenagem e pesquisa de documentos, permitindo as agencias de espionagem criar seus proprios "mini-Googles" nas suas intranets constituidas exclusivamente de dados governamentais.

Estas agencias estao utilizando os equipamentos do Google como backnone do que estao chamando de Intellipedia, uma rede cujo objetivo seria auxiliar a troca de informacoes.

"Cada analista, por falta de termo melhor, tem uma caixa de sapato com o seu conhecimento", disse Sean Dennehy, chefe do desenvolvimento da Intellipedia da CIA. Eles mantinham tudo isso em um drive compartilhado ou em um documento Word, mas estamos incentivando que eles troquem estas plataformas, para que todos possam se beneficiar. O sistema e baseado no modelo da Wikipedia, a enciclopedia publica online que pode ser editada pelos usuarios.

"Recorded Future" - Google e CIA Sao Oficialmente Socios

Com um investimento de ate U$10 Milhoes cada, Google Venture (a empresa de investimentos do grupo) e In-Q Tel (que cuida dos investimentos feitos pela CIA e outras redes de inteligencia) tornaram socios, com o advento de uma empresa chamada "Recorded Future". Seu negocio? prever o futuro.

A empresa iniciou suas atividades em Julho de 2010, e atua escaneando milhoes de publicacoes, blogs, sites, redes sociais, bancos de dados financeiros, etc., a fim de encontrar relacoes entre pessoas, empresas, acoes ou incidentes - ambos presentes ou ainda por acontecer.

A empresa informa que seu mecanismo temporal analitico "vai alem da busca", porque "procura 'links invisiveis' entre documentos que tratam de eventos e entidades relacionados." Isso permitira a "criacao de verdadeiros docies em tempo real sobre as pessoas", e integrando-se este servico ao Google Earth (que, sabe-se foi criado com intestimento da In-Q-Tel/CIA), permitira o rastreamento em tempo real da localizacao de pessoas ou grupos como parte de um docie de inteligencia.

Claro que Recorded Future e promovida como uma ferramenta para fornecer "analises sobre terrorismo". Um video promocional pode ser visto abaixo:



Um artigo bastante completo sobre o assunto pode ser lido no site wired.com.

Google e a Nova Ordem Mundial

Para aqueles que ainda tem alguma duvida sobre o envolvimento do Google naquilo que chamamos de "Nova Ordem Mundial", gostaria de perguntar:

"O que a empresa de Eric Schmidt tem em comum com Rothschild North America Inc., Goldman Sachs Group Inc., Soros Fund Management, Rockefeller Group International, JP Morgan Chase & Co., Bank of America Merrill Lynch, Chevron Corporation, Exxon Mobil Corporation, Citi, Credit Suisse, Morgan Stanley, Barclays Capital, Deutsche Bank AG, Pfizer Inc., Standad & Poor's e Kroll ?"

Resposta: todos (e mais dezenas de outras empresas) sao membros Corporativos do Council on Foreign Relations. Isso por si so ja esclarece muita coisa.

" O CFR e a ramificacao americana de uma sociedade que se originou na Inglaterra, e que acredita que as fronteiras deveriam ser extintas, e um governo mundial unico estabelecido", descreveu Carrol Quigley em seu livro "Tragedy & Hope".

"Os membros do CFR sao o proprio 'establishment''', descreve o deputado americano John R. Rarick. " Ele nao somente tem influencia e poder em decisoes-chave nos mais altos niveis do governo para aplicar pressoes vindas do topo, como tambem financia e usa pessoas e grupos para fazer pressao da base, para justificar as decisoes de alto-escalao para transformar os Estados Unidos de uma Republica Constitucional soberana em um membro servil de um governo mundial unico e ditatorial."

Membros do CFR comandaram em algum momento (ou ainda comandam) nomes conhecidos como NBC, CBS, ‘The New York Times’, Time’, ‘Newsweek’, ‘Fortune’, ‘Business Week’, ‘The Washington Post’, ‘The Des Moines Register’ e diversos outros meios de comunicacao, alem de bancos, ONGs, sindicatos, universidades e diversos outros segmentos da sociedade, a fim de garantir este sistema de pressao ao mesmo tempo no topo e na base do sistema social, como descrito acima.

A lista completa dos membros corporativos pode ser visualizada aqui e os membros individuais aqui.

"Grupo de Advogados Clama por Investigacao Sobre as relacoes 'Secretas' do Google com a NSA"

O texto acima e uma manchete de um artigo recente, de 27 de Janeiro. Trata-se do grupo "Consumers Watchdog", que em uma carta a Republicana Darrel Issa pede uma investigacao do congresso americano (especie de CPI), a fim de esclarecer as ligacoes 'secretas' do Google com a National Security Agency (NSA), alem de uma varredura nos contratos.

O grupo afirma que o governo tomou acoes "insuficientes" quando o Google admitiu que roubou "sem querer" os dados de milhares de americanos durante o mapeamento do Google Street View, evento que o Consumer Watchdog chama de "o maior escandalo de 'grampos' da historia mundial.

Enquanto isso, no Brasil, Emmanuel Evita, gerente de relacoes publicas do Google fala em seu blog: "...se voce vir um carro com o logotipo do Google Street View passando perto de voce, acene e sorria!"






O Google garante que nao vai espionar?

Autor: c2m
http://www.blogacorde.blogspot.com/
25 de janeiro de 2011

A Folha de Sao Paulo hoje informa "Google comeca a tirar novas fotos para o Sreet View em Sao Paulo".

Segundo o jornal "...O Google anunciou nesta segunda-feira (24) que colocou seus carros especiais nas ruas de São Paulo para registrar novas imagens do Street View, serviço que permite fazer passeios virtuais em cidades ao redor do mundo."

O gerente de relacoes publicas do Google, Emmanuel Evita, no blog oficial da empresa (http://www.googlebrasilblog.blogspot.com) complementa de uma forma muito meiga: "Vamos utilizar essas imagens para atualizar o mapa da cidade, então se você vir um carro com um logotipo do Google Street View passando perto de você, acene e sorria!"

A questao (bastante seria) que se deve colocar e se nesta fase no Brasil o Google esta - oficial e legalmente - se comprometendo a nao "ROUBAR" as informacoes pessoais (emails, senhas, historicos de navegacao, etc) via equipamento wifi, como foi flagrado fazendo nos Estados Unidos,  Gra-Bretanha, Australia, Nova Zelandia e Alemanha dentre outros.

Apos terem sido flagrados cometendo esse absurdo, inventaram uma desculpa que foi a mais esfarrapada possivel,dizendo que tratou-se apenas de um "erro", algo nao intencional!

Ok, entao a gente acredita que uma empresa como o Google possa ter alguma dificuldade de operar o equipamento. E impressionante que tiveram o mesmo "azar" de cometer o mesmo "erro" em paises diferentes, com equipamentos diferentes, e em datas diferentes.

A pergunta que fica entao e essa: sera que o simpatico funcionario do Google pode fornecer alguma garantia que nao vao "errar" no Brasil tambem, e roubar nossas informacoes? Gostaria que um promotor publico fizesse essa pergunta a ele.

O Governo Obrigará a Utilização de Lâmpadas Tóxicas

Autor: c2m
http://www.blogacorde.blogspot.com/
25 de Janeiro de 2011

Acabei de ler a noticia:
"Governo deve fazer campanhas sobre a troca de lâmpadas incandescentes, diz especialista" no site da Band.

A materia informa que o governo pretende banir a lampadas incandescentes ate 2016, e obrigar toda a populacao a utilizar somente as lampadas fluorescentes, com o objetivo de economizar energia.

O professor da USP Jose Gil Oliveira apoia a mudanca, mas diz que o governo deve preparar a populacao, para que as lampadas fluorescentes usadas sejam descartadas em locais apropriados porque elas contem mercurio.

Verdade.

Mas o que nao contam sao os outros detalhes desde tipo de lampadas.

Ha anos travam-se discussoes sobre as lampadas fluorescentes (CFL em ingles), e estudos estarrecedores provam que nao e somente o mercurio dentro delas que nos intoxicam, mas o que cientistas chamam de "eletricidade suja".

Os estudos comecaram porque medicos dos Estados Unidos, Canada e Europa comecaram a ouvir reclamacoes de pacientes que relatavam mal-estar quando expostos as lampadas fluorescentes.

Para testar o tipo de interferencia, basta pegarmos um radio AM, deixar o dial entre duas estacoes, e aproximarmos uma dessas lampadas. Pode-se ouvir o ruido causado pela interferencia.

Vejam o video abaixo
 




Assim como as antigas lampadas fluorescentes (de tubo), elas sao lampadas de baixa pressao que utilizam vapores de mercurio que produzem raios ultravioletas invisiveis. Quando a lampada e ligada, o mercurio se evapora dentro da lampada e torna-se "excitado" pela eletricidade. Os raios UV por sua vez "excitam" a camada de fosforo aplicada na superficie interna da lampada, que emite a luz que podemos ver.

As principais questoes que se colocam, entao sao referentes aos niveis das emissoes de raios UV, os campos eletro-magneticos criados, e a presenca de mercurio nas lampadas.

Provavelmente a maior autoridade mundial na pesquisa da eletricidade suja e dos efeitos nocivos das lampadas fluorescentes na nossa saude seja a Dr. Magda Havas, PhD da Trent University, que ja publicou dezenas de artigos cientificos a respeito. Talvez nosso governo devesse dar uma ligada para ela antes de criar uma lei como essa. Caso desejem, e so anotar ai: tel: 705 748-1011 ext 7882; fax: 705 748-1569; email: mhavas@trentu.ca.
Ela produziu o esquema abaixo que pode ajudar a entender o que e a eletricidade suja:

[Imagem: Inc-CFL.png]

De qualquer forma, estas lampadas toxicas devem ser especialmente evitadas por pessoas portadoras de autismo, lupus, epilepsia e enxaqueca. Mas a lista de problemas causados por essas lampadas e bastante extenso. Vou colocar abaixo os principais efeitos relatados por pacientes, de acordo com os pesquisadores:

- Visao embacada;
- Dores de cabeca;
- Enxaqueca;
- Tontura;
- Zumbidos no ouvido
- Nausea
- Erupcoes na pele
- Ansiedade
- Dores nas juntas e artrite
- Dor nos olhos

Vejamos em detalhes alguns destes problemas:

1. Lupus

Todas as lampadas emitem alguma radiacao ultra-violeta (raios UV); algumas emitem mais do que outras em diferentes partes do espectro. A radiacao UV pode promover um efeito adverso em pessoas com certo tipo de lupus como o lupus eritematoso. As lampadas fluorescentes compactas podem piorar as erupcoes na pele, lesoes e dores nestes pacientes. Para mais detalhes: "Fluorescent light photosensitivity in patients with systemic lupus erythematosus". Rihner M, McGrath H Jr. Arthritis Rheum. 1992 Aug;35(8):949-52. Department of Medicine, Louisiana State University Medical Center, New Orleans; link: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/1642660

2. Autismo, enxaquecas e epilepsia
Algumas lampadas fluorescentes emitem a luz em uma especie de pulsacao, ligando e desligando aproximadamente 120 vezes por segundo com 60Hz de potencia. A maioria nao sente, mas certamente afeta grande numero de pessoas.

Ha diversos relatos que estas lampadas desencadeiam enxaquecas, crises de epilepsia e agravamsintomas de autismo. Interessante notar que desde que este tipo de lampada comecou a entrar no mercado dos EUA, na metade da decada de 90, tem havido um aumento do numero de autismo. Pode ou nao ser coincidencia, mas o fato e que a intermitencia da luz proveniente dessas lampadas fazem pessoas com autismo se tornarem mais agitadas.

Liza Schwab, que mantem um blog no jornal the Minneapolis Star Tribune escreveu que ela colocou uma dessas lampadas no quarto de seu filho autista, e ele ficou agitado e agressivo, e nao conseguia dormir. A crianca entao voltou ao normal quando a lampada fluorescente foi trocada por uma incandescente novamente. Especula-se que o cerebro de portadores de autismo interpreta a luz proveniente das lampadas fluorescentes da mesma forma que nosso cerebro interpreta uma luz estroboscopica.

3. Cancer de Pele

Em Janeiro de 2008, o jornal britanico Daily Mail trouxe uma materia: "Energy-saving bulbs can cause migraines, warn experts", aonde a organizacao britanica "The Migraine Action Associacao" esclarece suas preocupacoes com as lampadas fluorescentes. Seu representante Paul Jansen disse: " Para algumas pessoas ataques de enxaqueca podem ser iniciados por lampadas florescentes, telas de computadores, luzes estroboscopicas, etc. Esperamos que o governo permita a utilizacao de lampadas incandescentes por estas pessoas que precisam delas". O site da Migraine Action Association e http://www.migraine.org.uk, e o telefone e 00441536461333

Em outro artigo, o mesmo jornal trouxe: "Environmentaly friendely light bulbs can give you skin cancer", aonde da voz a medicos elertando ao risco de CANCER DE PELE. Desta vez, o alerta e dado pela associacao Spectrum - uma alianca de organizacoes de caridade que trabalham com pessoas com sensibilidade a claridade, e a Associacao Britanica de Dermatologistas (British Association of Dermatologists - BAD).

No artigo, o Dr. Colin Holden, presidente da BAD, diz: " E importante que pacientes com erupcoes de pele causada pela foto-sentividade tenham o direito de utilizar lampadas que nao as prejudiquem. Erupcoes foto-sensitivas vao de reacoes tipo equizema, a sensitividade a luz que podem levar ao cancer de pele. E essencial que tais pacientes tenham a possibilidade de se proteger de especificas frequencias de ondas de luz emitidas por lampadas fluorescentes, principalmente porque elas sao mantidas em ambientes internos, por nao poderem ser expostas a luz do sol".

Andrew Langford, da Skin Care Campaign (Campanha Pelo Cuidado com a Pele) disse: " lampadas incandescentes sao a unica fonte de luz eletrica para milhares de pessoas com problemas de sensitividade a luz. Adicione a eles os milhares de pessoas cujos tratamentos podem causar secundariamente sensitividade a luz, e voce tera um numero potencialmente muito grande de pessoas sendo isoladas no escuro. O governo simplesmente deve permitir que lampadas incandescentes sejam disponiveis para essas pessoas, suas familias, amigos e empregadores, e a um preco justo".

O questao que fica e a seguinte: vamos permitir que o governo nos proiba de escolher o que comprar, e nos obrigar a consumir um produto toxico? Ainda da tempo de discutir o problema, mas o publico em geral e a imprensa devem divulgar estas questoes.

Vergonhoso e ver um orgao de imprensa escrever uma materia sobre um conteudo tao serio sem nem mesmo se dar ao trabalho de pesquisar um pouco sobre a extensao daquilo que esta tratando.

No Brasil a NWO nao precisa nem mesmo comprar os orgaos de imprensa. Apenas contam com a sua burrice e preguica intelectual.