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sábado, 5 de março de 2011

100 Dias de Governo

"Parabéns presidenta, por tudo aquilo que a senhora produziu nos primeiros 100 dias de governo !"

quinta-feira, 3 de março de 2011

O FIm do Dólar Cada Vez Mais Próximo


Por algum motivo, esta notícia está sendo veiculada de uma maneira inexplicavelmente tímida. A Reuters noticiou em uma nota de 2 parágrafos, e ainda não li nada nos jornais brasileiros, entre as notícias da omelete da Dilma, da última rodada da Copa do Brasil ou das preparações para o Carnaval.

Trata-se do anúncio (acima) que apareceu logo após a meia noite no site do BC Chinês (People´s Bank of China), que informa que o Governo Chinês pretente - AINDA ESTE ANO- permitir que importações e exportações Chinesas sejam negociadas em Yuan (ou renmebi). Isso é muito sério, e pode significar um grande passo para a morte do dólar como moeda de reserva global.

Mesmo após a última visita de Hu Jintao aos Estados Unidos, aonde Obama inexplicavelmente curvou-se perante o líder chinês ( os chineses não tem o costume,- como os japoneses - de se curvarem como gestual de cumprimento), não imaginava-se que isso poderia ocorrer tão cedo.



Pouco antes da visita, Hu Jintao já havia dito que o dólar como moeda de reserva global ´´era um produto do passado´´.

Considerando-se que a China detém US$1,16 Trilhões de Títulos do Tesouro dos Estados Unidos, não seria um absurdo dizer que o que Obama fez foi simplesmente dar uma puxada no saco do chefe. Se os EUA fossem uma empresa, a China poderia pedir sua falência a qualquer momento.

Provável Fim da Linha para Gaddafi


Como  vem sido previsto desde a semana passada, o navio de guerra  LHD 3 Kearsarge já está na região do Mar Vermelho e, após cruzar o Canal de Suez, estará muito próximo de Trípoli (aonde se encontrará com navios de guerra canadenses, coreanos e holandeses).

Portanto, a estimativa é que o espaço aéreo líbio seja fechado até a próxima Segunda-Feira, o que significará o ´´sinal´´ para a invasão da OTAN, como Robert Gates (Secretário de Defesa do Governo Obama) já deixou claro.

Este seria o fim da linha para Gaddafi.

Basta saber se ele sairá para uma aposentadoria em algum refúgio tradicional de ditadores assassinos como a Venezuela ou mesmo Brasil (como foi cogitado semana passada pela imprensa britânica), ou se ficará para realmente morrer como mártir, sem antes destruir a infra-estrutura do país e incendiar os poços de petróleo.

Considerando-se também o previsto ´´dia de fúria´´ na Arábia Saudita que está sendo organizado pela Fraternidade Muçulmana (Muslim Brotherhood) para o dia 11 de Março, o preço do petróleo pode mesmo chegar aos USD 200 como foi previsto por Lindsey Williams ha algumas semanas.

Este seria o cenário mais caótico das últimas décadas. Com as economias dos Estados Unidos e Europa em frangalhos, e a China abandonando o dolar como moeda-base de suas importações e exportações (como foi anunciado HOJE pelo BC Chinês), o fim da moeda americana como reserva mundial está muito próximo.

Será o primeiro passo para a instituição da moeda mundial. Depois da etapa das SDR (leiam sobre a última reunião do G20)  virá o BANCOR.




quarta-feira, 2 de março de 2011

Próximo show de marionetes - 11 de Março

O próximo show de marionetes já tem data - 11 de Março.
 Local - Arábia Saudita
´Muslim Brotherhood and The Day of Rage´


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Wikileaks - Artigos Sobre o Brasil 04

Brazil - Argentina alertou EUA sobre programa nuclear brasileiro

Natalia Viana, 10 de fevereiro de 2011, 11:00 GMT
http://www.wikileaks.ch/



As presidentas do Brasil, Dilma Rousseff, e da Argentina, Cristina Kirchner, assinaram no final de janeiro um acordo para a construção de dois reatores nucleares de pesquisa - um em cada país. O acordo foi mais um sinal de que, neste assunto, os dois países compartilham muitas posições e interesses.
Mas a visão de que o Brasil é um aliado não é unânime dentro do governo argentino, de acordo com documento enviado pela embaixada americana em Buenos Aires a Washington em 24 de dezembro de 2009.
Na época, o diretor encarregado de não proliferação nuclear no Ministério do Exterior argentino tratou do programa nuclear brasileiro com representantes dos EUA, dizendo que a Argentina mantém “alerta amarelo” em relação aos projetos do sócio do Mercosul e que os brasileiros “escondem tecnologia, como centrífugas”, dos inspetores. Além disso, Gustavo Ainchil revelou que a Argentina tem um plano no caso do Brasil resolver desenvolver armas nucleares.
O documento faz parte de uma série de telegramas do WikiLeaks que revelam o que autoridades latino-americanas pensam sobre o Brasil. Os despachos foram consultados por esta repórter e o Opera Mundi vai publicá-los nos próximos dias.
Segundo o despacho da embaixada de Buenos Aires, a reunião dos representantes argentinos com o conselheiro político da embaixada, Alex Featherstone, sobre o programa nuclear brasileiro aconteceu no dia 10 de dezembro de 2009.
A iniciativa da reunião partiu dos americanos, depois que o embaixador argentino em Brasília procurou a embaixada dos EUA para reclamar do Brasil. Duas semanas antes, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad visitara o Brasil.
De acordo com o relatório da embaixada, estiveram na reunião Gustavo Ainchil, diretor da Direção de Segurança Internacional, Assuntos Nucleares e Espaciais do Ministério das Relações Exteriores (Digan), seu subdiretor Alberto Dojas e uma funcionária do ministério.
Para o Engenheiro Naval e Nuclear Leonam dos Santos Guimarães, que assessora a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), as preocupações de Gustavi Ainchil são uma postura isolada. “Se existissem ‘apreensões da Argentina’, elas deveriam estar sendo discutidas e resolvidas dentro dos canais de comunicação estabelecidos pelo Regime Regional de Salvaguardas em vigor nos dois países, foro adequado para isso”, diz ele.
Leonam avalia que as preocupações são infundadas, já que além do Brasil ter assinado o tratado de não-proliferação, a Constituição Federal veda quaisquer usos não pacíficos da energia nuclear em território nacional. “Dispositivo constitucional similar somente existe na Nova Zelândia”, diz ele. (leia a entrevista completa)
Já o físico José Goldemberg, ex-ministro e ex-secretario de Estado, especialista em energia, acredita a postura brasileira alimenta esse tipo de preocupação nos países vizinhos, ao não assinar o protocolo adicional do Tratado de Não Proliferação de Armas Atômicas. “A recusa da Argentina e do Brasil alimenta esse sentimento”, diz. “Ficamos numa posição próxima da posição do Irã”.
"Todo o time"
“A participação de todo o time do Digan reforça a impressão da embaixada de que os argentinos haviam decidido de antemão compartilhar uma mensagem de preocupação com o governo americano”, diz o despacho enviado ao Departamento de Estado.
O diretor da Digan começou dizendo que recentes atitudes do Brasil haviam “chamado a atenção” da Argentina. “A recepção do presidente iraniano Ahmadinejad foi especialmente preocupante para a Argentina, dadas as suas questões com o Irã”.
A decisão de abrir uma missão diplomática na Coréia de Norte e a recusa brasileira em assinar o protocolo adicional de não proliferação nuclear, que permite inspeções nucleares com curto aviso prévio e em instalações não declaradas ela AIEA, também seriam motivo de preocupação.
Em seguida, Ainchil disse ao representante americano que o Brasil “esconde certas tecnologias nucleares, como centrífugas” dos inspetores argentinos da Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (ABACC), um organismo binacional responsável por verificar o uso pacífico dos materiais nucleares.
Tais sinais são vistos pela Argentina como um “alerta amarelo”. Para os argentinos, o Brasil se equipara à Alemanha, ao Japão, e à Coreia do Sul, países que “poderiam desenvolver e detonar bombas nucleares em pouco tempo se quisessem”, mas que mantêm compromissos internacionais que os impedem de fazer isso.
Para não encostar o vizinho na parede, o que seria “contraprodutivo”, o governo argentino decidiu também não assinar o protocolo adicional, segundo Ainchil.
Navio quebra-gelo nuclear
O diretor do Digan reclamou ainda das recentes compras de armamentos pelo Brasil. Fez comparações com o Chile, que comprara armamentos, mas, ao mesmo, deu sinais positivos retirando as minas terrestres que mantinha na fronteira com a Argentina. Para Ainchil, de acordo com o documento, em relação ao Brasil, “é preciso contar com os acordos internacionais de não proliferação.”
Na conversa, o diretor da Digan teria afirmado que, caso o Brasil venha a desenvolver a bomba nuclear, a Argentina procuraria se posicionar fazendo avançar seus programas na área, mas com fins pacíficos. “A Argentina iria escolher um caminho de desenvolver e empregar tecnologia nuclear pacífica avançada para demonstrar capacidade, sem de fato desenvolver armas nucleares”, relata o despacho. Ele mencionou como um provável modo de mostrar esta capacidade a construção de um navio quebra-gelo nuclear.
Segundo o despacho, o governo argentino via com alívio a transição presidencial em 2011. Ainchil teria sugerido que, embora a Argentina mantivesse “respeito” pelo presidente Lula, “a popularidade sem precedentes de Lula e seu desapego de fim de mandato a considerações políticas haviam permitido assumir riscos na política externa e de defesa”.
Já o sucessor fugiria de medidas controversas, inclusive na relação com o Irã. Por isso, Ainchil sugeriu que os EUA procurassem os candidatos Dilma Rousseff e José Serra para conversar sobre a adesão brasileira ao protocolo adicional da AIEA.

Wikileaks - Artigos Sobre o Brasil 03

Brazil - What the US thinks of Dilma Rousseff, the next Brazilian president

Natalia Viana, December 17, 2010, 9.00 GMT
Tradução do próprio site
The president-elect of Brazil had details of her health status investigated by the U.S. embassy in mid-2009, when she was suffering from lymphatic cancer.
Dilma Vana Rousseff, former chief of staff to President Lula and his hand-picked successor, won the presidential election earlier this year. She is slated to take over the presidency on January 1, 2011.
A socialist during her youth, Rousseff was deeply involved in the struggle against the military dictatorship following the 1964 coup d’état, although she denies being involved in any armed activities at the time. Rousseff was jailed and tortured between 1970 and 1972.
WikiLeaks documents published today show how closely the U.S. embassy followed the trajectory of Dilma and the Brazilian electoral process - which Hillary Clinton. U.S Secretary of State, described as "Byzantine."
The documents also reveal that former U.S. ambassador in Brasilia, John Danilovich, alleged that Rousseff "organized three bank robberies" when she was a member of the organization VAR-Palmares.
Joan of Arc of Subversion
Rousseff began to draw the attention of the embassy when she took over as Lula’s chief of staff. A special report about her was drawn up and dispatched to Washington on May 22, 2005. Although "unclassified" the diplomatic cable raises a number of sensitive issues as well as makes some gaffes. One of the messages is titled: "Joan of Arc of Subversion becomes Chief of Staff" - in a reference to her prison nickname.
In the memo signed by U.S. ambassador John Danilovich, the diplomatic staff dredge up several allegations about Rousseff’s past: "Joining various underground groups, she organized three bank robberies and then co-founded the guerilla group "Armed Revolutionary Vanguard of Palmares". In 1969, she planned a legendary robbery popularized as the "Theft of Adhemar’s Safe". The operation broke into the Rio apartment of the lover of former-Sao Paulo Governor Adhemar de Barros, netting US$2.5 million that Adhemar had stashed there. Rousseff separated from her first husband, Claudio Linhares, who in January 1970 hijacked a plane to Cuba and remained there."
The embassy fails to note that Dilma has consistently denied any involvement in armed activities. But the cable does mention that Rousseff was in prison for more than three years and endured "22 days of brutal electro-shock torture."
Oddly, the diplomatic cable follows up these allegations with personal details that could have come straight out of a celebrity magazine: "She has a daughter, Paula, in Porto Alegre, where she spends her weekends. She enjoys movies and classical music. She has lost weight recently, reportedly after adopting President Lula’s diet."
The document also notes that Dilma "has a reputation as being stubborn, a tough negotiator, and detail-oriented" and reveals that U.S. companies were worried when she became Minister of Mines and Energy, but "now admit that she has done a competent job. In particular, they praise her for her willingness to listen and respond to their views, even when she is inclined to a different conclusion."
How Sick is Dilma Rousseff?
In another report, sent on June 19, 2009, titled: "How Sick is Dilma Rousseff?" U.S. ambassador Clifford Sobel reports to Washington on conversations about the health of the future president, including details of lymphatic cancer that she was suffering from: "She had lymph nodes under her left arm removed and began what was originally scheduled as a four month program of chemotherapy in April."
"By early June she had completed three chemotherapy sessions. In a June 18 meeting with a Washington visitor (septel), Rousseff looked well with good natural color and light make-up, and a top aide told the Ambassador that Rousseff was responding so well to chemotherapy that her sessions would be reduced from six to four, ending in late June.
Sobel writes: "Some analysts have noted that a "victory" over cancer will play in her favor and foster an image of her as a fighter and winner" noting that "Her doctors stated that her cancer was caught early and she has a 90 percent chance of a full recovery."
Sobel also speculates on the consequences of Roussef taking a turn for the worse. "Several possible scenarios could emerge from Dilma’s cancer. In one scenario, she and the PT inner circle might already know that she is much sicker than publicly revealed and too sick to be the candidate. In another, she might be well enough now to become the candidate but later be weakened by the illness and unable to campaign effectively."
"There is still a ten percent chance that Rousseff will face this scenario," Sobel writes, concluding that if that happens: "(I)t would probably mean the loss of the presidency for the Workers’ Party in 2010."
"Byzantine" Elections
Reports submitted by the U.S. Embassy in Brasilia on the elections were deeply appreciated in Washingon. In a cable dated April 23, 2009, Clinton thanks Dale Prince, U.S. embassy officer for political affairs, for his "unique insights" into Brazil’s "Byzantine" electoral system. Clinton noted that this information was used in meetings for briefings with senior U.S. government, including Treasury Secretary Timothy Geithner.